Já estou na tal da Nova York?

Essa é uma continuação do texto A tal da Nova York.

Finalmente chegou a hora tão esperada! Dessa vez eu demorei demais né? Eu me distraio muito fácil com outros afazeres e nesse mês desenvolvi uma obsessão por documentários sobre alienígenas que até esqueci da vida no planeta Terra!

Vamos ao que interessa porque, tenho que resumir em 800 palavras. Essa história de escrever em 800 palavras tornou-se um objetivo de vida inatingível…

Dia 1

Acho que foi a primeira viagem na minha fase adulta que não planejo nada. Não deixei isso nas mãos de Deus não, foi nas mãos das deusas das compras; vulgo acompanhantes de aventuras ou “pãe” e prima mesmo…

Combinamos de gastar todas as nossas energias numa “Cidade Outlet” e, após um café da manhã americano na lanchonete e uma caminhada pelas quadras novaiorquinas, estávamos finalmente no ônibus que nos levaria para o “paraíso das compras”.

Começamos o passeio sem muita objetividade. Bom, uma coisa era certa, compras e mais compras à preços de banana.

Pois é… Que decepção que esse outlet nos trouxe. Mais à mim que moro na terra dos euros, do que nas brasileiras convertendo tudo para o real.

Os preços não eram tão apetitosos como acreditamos que sejam por lá. Ainda mais quando recordamos que na terra do tio Sam não existe Tax Free, que coisa triste.

Aprendi nesse passeio que meu conceito de barato é bem diferente da maioria compradora pro ali aliás, uma colônia brasileira.

Em toda a “pão durisse” que assimilei nos meus anos berlinenses, vejo uma bolsa por U$300 e penso que está caro pois, não bate com meu budget e logo desvio o olhar para algo mais real nos meus termos financeiros. O resto da galera pensa: se a bolsa custava U$1000 e agora custa U$300, está barata.

– Hmmm… Barato para quem mesmo?

É tudo uma questão de olhar e, nas mentes brasileiras, barato é aquilo que o preço caiu… Mundo cruel das perspectivas.

A segunda fase desse passeio é o cansaço e a vontade de ir embora mesmo sem ter encontrado tudo que desejava.

Eu e a minha inocência; acreditei que às 18:00 estaria livre, leve e solta para conhecer a cidade.

A verdade é que o tempo passa, a tentação de olhar “só mais aquela loja ali” é grande e me ví por volta das 20:30 me arrastando como um zumbi dentro da Calvin Klein e pelas ruas escuras com vitrines fechadas.

E viagem boa é aquela que acontece uma coisa inesperada não é mesmo?

Pois é, chegamos numa fila gigantesca com cerca de 100 pessoas em pé, esperando pelo ônibus e nem sinal do transporte mais desejado daquela noite.

O frio bateu, o povo se enrolou nas compras, o cansaço foi mais forte e, sentamos no chão. A fome dominava e apesar de tudo, o bom humor continuou ali entre as histórias da infância e as fofocas postas em dia.

Santo bom humor das férias Batman!

A brincadeira sem graça de esperar durou até meia noite e eu nunca desejei uma poltrona suada e fedida tanto quanto nesse dia.

Lotadas de sacolas, dormindo de boca aberta (provavelmente roncando horrores) e com cara de quem correu uma maratona – foi assim que chegamos na cidade dos fashionistas.

Que situação!

Ainda tínhamos que andar algumas quadras até o hotel e eu em todo o meu desespero de paulistana assaltada várias vezes, caminhava com cara de marmota por fora  e por dentro um pânico sem fim de levarem tudo embora dos turistas zumbis se arrastando próximos da broadway.

Acreditem, em poucas quadras eu já tinha arranjado pelo menos 6 maneiras de escapar de um assaltante.

Da mais agressiva como jogar a sacola mais pesada na cabeça dele, até a mais covarde como correr como se não houvesse bolhas no pé ou dor nas minhas pernas. Uma energia enviada pelo instinto – igual ficar na savana africana sem água e dar de cara com um leão, sabe?

Chegamos no paraíso, o quarto. Comi uns salgadinhos por pura falta de energia para sair atrás de comida.

Agora me diga se isso é vida para uma berlinense anticonsumista? Não é não.

Mas eu cresci, aprendi e evoluí na minha paciência e na minha condição física. Pelo menos é isso que falo para mim, quando tento afirmar algum sentido nesse dia, além de matar a saudade da família e do português com sotaque paulistano bem puxado.

O resto vocês já sabem. Fica para a próxima!

Obs. Não tem imagem porque, eu estava ocupada fazendo compras.

9 pensamentos sobre “Já estou na tal da Nova York?

  1. kkkkk muito bom seu texto. E eu também sou fanática de documentários sobre alienígenas hahahaa amo ancient aliens, por exemplo, com todos os seus exageros. Bjs!

    • hehehe obrigada Fernanda! Nossa eu tbm já assisti o ancient aliens hauhauahauhau. Ultimamente não estou dormindo direito pq li um suposto relato de uma Reptilian ahuahauhauahau QUE MEDOOOO!!! Qualquer barulhinho q faz em casa eu acho q tem um ET aqui! hahaha

  2. Pingback: É o fim, é o fim. | A Bah não!

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